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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Temporada Inverno 2015 - Primeiras Impressões pt1


Refazendo a explicação que eu me forço a fazer quatro vezes por ano (porque né, nunca se sabe): as estreias de animes no Japão são lançadas sempre em grandes blocos que acompanham as quatro estações do ano.

Assim, eu sempre (menos na temporada passada, por falta de tempo) assisto a maior quantidade possível de estreias, e escrevo uns dois posts com as minhas Primeiras Impressões aqui para o blog.

Lembrando que eu sempre me oriento pelo Guia Completo do Gyabbo, o melhor que eu conheço em língua portuguesa.

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Junketsu no Maria



Gêneros: HistóricoFantasia.
Fonte: Mangá.
Estúdio: Production IG.
Diretor: Goro Taniguchi.

A história é sobre Maria, a bruxa mais poderosa da época da guerra dos Cem Anos na França. Ela odeia guerra, então ela atrapalha as batalhas usando seus poderes mágicos. Ela, sua succubus Artemis e incubus Priapos começam a chamar a atenção dos céus, então o Arcanjo Miguel intervem. Ele decreta que, quando Maria perder sua virgindade, também perderá seus poderes. Enquanto isso, um lindo anjo chamado Ezequiel é encarregado de cuidar para que Maria não use magia na frente dos outros, mas ela continua usando.


Começando com o melhor, esse anime tem tudo para ser o melhor da temporada. Não se destaca nem inova nos aspectos técnicos, mas é eficiente e apresenta uma ótima trilha sonora. Na parte histórica, dá uma aula a Hollywood. Roupas, cenários, representação de batalha e até a tensão entre a aceitação das heresias e sua condenação pela Igreja Católica, tudo surpreendentemente consistente com a realidade. Para um estudante de História Medieval como eu, foi de chorar.

Mas o anime não pára por aí. A protagonista, Maria, é cativante e bem construída, com suas dúvidas e inseguranças de puberdade, e ao mesmo tempo um discurso de empoderamento feminino que é raríssimo de se ver numa sociedade machista como a japonesa. Até o ecchi é bem encaixado e engraçado, não jogado como em muitos animes.

Se o resto do anime entregar o que o primeiro episódio promete, ela será inesquecível.


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Binan Koukou Chikyuboueibu LOVE!




Gêneros: Comédia, Magia, Slice of Life.
Fonte: Original.
Estúdio: Diomedea.
Diretor: Shinji Takamatsu.


A história se passa entre os cinco alunos do Clube da Defesa (ou “um clube para não fazer nada”) do Colégio Binan. Duas misteriosas criaturas chegam do espaço sideral. Uma, um combate rosa, fica com o Clube da Defesa e a outra fica com o Clube da Conquista (Conselho Estudantil). Por conta disso, os dois clubes têm que lutar para saber quem sentará no trono dos Combatentes Apaixonados.


Um mahou shoujo, no melhor estilo Sailor Moon, só que com garotos. Parece uma boa ideia para um anime de comédia escrachada, e eu tinha esperanças de que fosse ser bom. Mas não é muito engraçado. Poucas piadas funcionam, e os personagens já são femininos demais para que a transformação tenha qualquer valor cômico. Não chegou a ser uma experiência dolorosa de assistir, mas também não dá muita vontade de continuar.

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Assassination Classroom



Gêneros: Comédia, Escolar, Ação, Slice of Life.
Fonte: Mangá.
Estúdio: Lerche.
Diretor: Seiji Kishi.

Os alunos da turma 3-E têm uma missão: matar seu professor antes da formatura. Ele já destruiu a Lua e prometeu destruir a Terra se não for morto dentro de um ano. Mas como essa turma de desajustados conseguirá matar um monstro de tentáculos, capaz de alcançar a velocidade Mach 20 e que, ainda por cima, consegue ser o melhor professor que qualquer um deles já teve?



Com essa sinopse insana, parece ser um anime de comédia bem nonsense. E não deixa de ser. Mas o primeiro episódio sugere algo mais elaborado e profundo, com real desenvolvimento de personagem. Ao menos o mangá (que, aliás, está sendo publicado aqui no Brasil) é bastante reconhecido e aclamado, o que me faz ter boas expectativas quanto ao anime.

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Yuri Kuma Arashi



Gêneros: Fantasia, Romance.
Fonte: Mangá.
Estúdio: Silver Link.
Diretor: Ikuhara Kunihiko.


Uma “fantasia intelectual” sobre Kureha, uma colegial “transparente” que sequer é notada pelos outros. Toda noite ela tem um sonho sobre “um urso e uma tempestade transparente”. Neste sonho, seu misterioso colega de sala Ginko Yurishiro aparece em forma de urso.


Uma merda. Próximo!

*suspiro* Tá, acho que posso ser mais específico.

Primeiro vou explicar melhor o plot, porque a sinopse oficial é péssima. Existe uma muralha (rosa e com estampa de patinhas ¬¬') que divide o mundo entre humanos e ursos. E aí duas ursas assumem forma humana (de garotas fofinhas) e se infiltram em uma escola só para garotas (todas fofinhas - aparentemente não existem homens nem gente feia nesse mundo). E começam a devorar algumas garotas (eu acho; foi difícil assistir isso até o fim).

Pra ser justo, a arte e a trilha sonora são razoavelmente boas. E só. Não tem roteiro nem conflito, as personagens são vazias, o ritmo é arrastado. Talvez valha a pena ver as cenas de yuri, caso você goste, e só.

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Death Parade


Gêneros: Horror, Psicológico.
Fonte: Original.
Estúdio: Madhouse.
Diretor: Yuzuru Tachikawa.


“Bem-vindos ao Queen Dekim” Dois visitantes chegam ao estranho bar Queen Dekim e são recebidos pelo barman de cabelo branco, Dekim. “Daqui em diante vocês devem começar uma batalha onde suas vidas estão na balança,” ele diz para apresentar o Death Game. A verdadeira natureza dos visitantes aparece e, conforme o jogo segue, Dekim se revela como árbitro do jogo. O julgamento de Dekim para aqueles dois estranhos é…


A sinopse oficial, novamente mal feita, leva a crer que é uma espécie de Battle Royale genérico, ou então o tipo de anime poser sangrento que agrada a moleques de 13 anos fãs de Jogos Mortais. Mas o primeiro episódio foi realmente bom, principalmente em relação ao ritmo. Com apenas três personagens interagindo dentro de uma sala fechada, seria fácil o episódio parecer arrastado, mas ele conseguiu manter a tensão até o final.

Na parte técnica, tudo foi eficiente e condizente com o clima, mas pouco impressionante. Só a abertura me chamou um pouco mais a atenção.

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Por enquanto, vou encerrar por aqui. Em breve eu volto com mais algumas Primeiras Impressões de animes que parecerem interessantes.

De longe, o anime que mais me impressionou até agora foi Junketsu no Maria. E, a julgar pelas sinopses e trailers do resto da temporada, não acho que nada vá superá-lo. Veremos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Crows e a delinquência juvenil japonesa



Quem lê mangá e assiste animes já deve ter percebido uma temática recorrente de protagonistas jovens que tentam escapar das regras rígidas da sociedade japonesa. Estou falando de "vagabundos" ou "delinquentes" de bom coração, como Ichigo Kurosaki (Bleach), Yusuke Urameshi (Yu Yu Hakusho), Joe Yabuki (Ashita no Joe) e Takashi Komuro (Highschool of the Dead), que costumam matar aula e se envolver em brigas, mas na verdade não fazem mal a ninguém.

Pois eis que semestre passado eu cursei na faculdade uma disciplina de Quadrinhos enquanto objeto da História (ou algum nome parecido) e escolhi este assunto como tema do meu trabalho. Para abordá-lo, escolhi o mangá Crows, de autoria de Hiroshi Takahashi, que trata especificamente sobre a questão da delinquência juvenil japonesa.

O trabalho é curto e, por se para uma disciplina não especializada em mangá, trás uma breve história deste mercado e seu atual regime de publicação. Como recebi uma nota 9.5 (de 10), acho que tá bom o suficiente pra compartilhar ele aqui.

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Como o trabalho tem 13 páginas, vou deixar o link para download em PDF ao invés de colá-lo todo aqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Temporada Verão 2014 - Primeiras Impressões pt2



Continuação desse post aqui.

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Zankyou no Terror


Gêneros: Psicológico, Thriller
Fonte: Original
Estúdio: MAPPA

Em um dia de verão um massivo atentado terrorista subitamente atinge Tóquio. Os culpados por trás do ato que acordou esta nação complacente de seu sono eram apenas dois garotos. Agora os culpados conhecidos como “Esfinge” começam um jogo grandioso que abrange todo o Japão.


Pra começar, vale lembrar que esse anime é dirigido pelo já lendário Shinichiro Watanabe (Cowboy BebopKid's StoryA Detective StorySpaceDandy), cujo nome é um selo de qualidade. Dito isso, pode esperar todos os aspectos técnicos impecáveis (pra evitar o termo perfeitos).

Os personagens principais despertam interesse logo à primeira vista, e conseguem ser visualmente únicos mesmo sem ter nenhum traço exagerado. O mistério é construído de forma perfeita: ele esconde o suficiente para te deixar intrigado, mas mostra o suficiente para você perceber que REALMENTE existe algo por trás (porque o que não falta é roteirista picareta que tenta construir mistério em cima de nada).

Não há nada mais que eu possa dizer além de: ASSISTA! Com apenas 11 episódios, tem tudo para ser o anime da temporada (e do ano).

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Barakamon


Gêneros: Comédia, Slice of Life
Fonte: Manga
Estúdio: Kinema Citrus

Como punição por esmurrar um calígrafo famoso, o jovem e bonito calígrafo Handa Seishu é exilado em uma pequena ilha. Como alguém que nunca viveu fora de uma cidade grande, Handa tem de se adaptar aos seus novos e malucos vizinhos, como as pessoas que viajam de trator, visitantes indesejados que nunca usam a porta da frente, crianças irritantes usando sua casa como um parque infantil etc. Será que esse cara da cidade conseguirá aguentar essas loucuras? Descubra nessa comédia cheia de inocência e risos.


A animação impecável e a direção maravilhosa de Masaki Tachibana me conquistaram já na primeira cena. Mas não parou aí.

A premissa de um homem da cidade que vai para o interior encontrar a si mesmo é velha, mas esse anime provou que velhas histórias merecem ser recontadas, desde que de forma bem-feita. Todos os personagens são carismáticos, e a química entre o protagonista e a menininha irritante funcionou com precisão.

Com 12 episódios, vai disputar o posto de anime da temporada com Zankyou no Terror.

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Ao Haru Ride


Gêneros: Comédia, Drama, Romance, Escolar, Shoujo
Fonte: Manga
Estúdio: Production I.G

Yoshioka Futaba tem algumas razões pelas quais ela quer “reiniciar” sua imagem e sua vida como uma nova estudante de ensino médio. Por ser bonita e fofa, acabou condenada ao ostracismo por suas colegas do sexo feminino no ensino fundamental. Além disso, por causa de um mal-entendido ela não conseguiu expressar seus sentimentos para o garoto de quem gostava, Tanaka-kun. Agora ela está determinada a ser tão grosseira quanto possível, de modo que seus amigos não fiquem com ciúmes dela. Enquanto vivia sua vida assim, Futuba encontra Tanaka-kun novamente.


Nos aspectos técnicos, as cores pouco vibrantes e a trilha sonora predominantemente suave combinam para criar uma atmosfera bem tranquila. O ritmo desacelerado da narrativa acompanha perfeitamente, mas pode desagradar as pessoas que preferem coisas mais "alucinadas".

A princípio, a premissa não me atraiu. Mas o enredo foi bem construído, com destaque a uma característica interessante: os personagens foram bem mais honestos com seus sentimentos do que costumam ser em animes shoujo. Não está entre meus favoritos, mas, sendo um anime curto (12 episódios), é possível que acabe antes de se tornar repetitivo.

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Bakumatsu Rock


Gêneros: Musical
Fonte: Vídeo Game
Estúdio: Studio Deen

A história se passa na era Bakumatsu, no final do comando dos shoguns sobre o Japão. O shogunato Tokugawa usa as Canções do Paraíso cantadas pelos principais idols do Shinsengumi para fazer lavagem cerebral e subjugar o país e seu povo. Neste Japão, escrever ou cantar qualquer música além das Canções do Paraíso é uma ofensa capital. Sakamoto Ryouma e outros roqueiros se levantam para mudar o mundo com o rock ‘n roll, lutando pela liberdade e justiça.


Uma tsunami de clichês, surfada por personagens rasos e estereotipados. Apesar de tudo, achei que o humor conseguiu acertar a mão, e assistir esse anime não foi uma experiência ruim. Mas não acho que isso me seguraria durante 12 episódios.

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Futsuu no Joshikousei ga [Locodol] Yatte Mita


Gêneros: Comédia, Seinen
Fonte: Manga
Estúdio: Feel

A história é sobre a vida de uma garota do ensino médio, Nanako, e sua senpai, Yukari, que acabam se tornando idols locais (locodol) a pedido de seu tio. No entanto, elas logo descobrem que seu novo estilo de vida é menos estelar do que imaginavam, visto que apenas são entrevistadas por centros comerciais da cidade, aparecem em programas de TV de baixo orçamento e fazem shows no telhado de lojas de departamento. Os salários são pagos dos impostos da cidade.

Apesar de não gostar nem um pouco da cultura idol, tinha boas expectativas quanto a esse anime. Talvez por ele estar listado como seinen (ou seja, público-alvo um pouco mais velho), esperava que ele fosse mais crítico quanto a essa cultura. Mas ele acabou puxando mais para uma comédia leve, com uma dose ainda tolerável de moe.

Mas não foi ruim. A protagonista, Nanako, é bastante carismática, e sua relação com o tio/empresário gerou ótimos momentos. Já a senpai, Yukari, faz o papel de "menina perfeita", por isso é completamente sem graça.

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Himegoto


Gêneros: Comédia, Ecchi, Gender Bender, Slice of Life
Fonte: Manga
Estúdio: Asahi Production


A história segue Hime Arikawa, um menino que está sendo perseguido por pessoas assustadoras. No entanto, ele é resgatado do perigo pelas meninas do conselho estudantil de sua escola – 18-Kin-san, presidente Unko e Beru-senpai. O conselho estudantil assumirá a dívida de Arikawa sob uma condição: “Como cachorro do conselho estudantil, você vai passar sua vida do ensino médio em roupas de mulher”.

Eu sei, a sinopse é meio estranha. Mas o anime é insano e engraçado. E, tendo apenas 4 minutos de duração, não precisa de muito mais que isso. Vale a pena pra quem gosta desse tipo de anime.

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Jinsei


Gêneros: Slice of Life
Fonte: Light Novel
Estúdio: Feel


A história gira em torno de Yuuki Akamatsu, um menino que se junta à equipe do segundo jornal de sua escola. A editora-chefe, Ayaka Nikaido, imediatamente atribui para ele a coluna de conselhos para vida. Três meninas – a representante de ciências, Rino Endo, a representante das artes liberais, Fumi Kujo, e a representante de educação física, Ikumi Suzuki – respondem perguntas de alunos sobre o que os está incomodando.

Este é uma verdadeira dúvida. Por um lado, a premissa de o protagonista ter que interagir com três garotas de personalidades completamente diferentes é interessante. Isso gera diálogos ótimos, com destaque para toda a cena do Clube dos Indecisos. Por outro, a quantidade de moe, fanservice e puro e simples besteirol deixou o episódio um pouco arrastado e difícil de assistir em alguns momentos. Além disso, as personagens não cativaram e o character design é bem genérico.

E então, vale a pena passar por uma cena de guerra de bexigas de água pra chegar em uma discussão sobre fatalismo e sistema estocástico?

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Glasslip


Gêneros: Slice of Life
Fonte: Original
Estúdio: P.A. Works

A história segue seis estudantes do ensino médio que se reúnem durante o verão. O protagonista é Touko Fukami, um jovem de 17 anos de idade, nascido na prefeitura de Fukui. Seu sonho é se tornar um artesão de vidro.


Muito bonitinho e tal, mas não me cativou. Não sei se o problema fui eu, mas simplesmente tive que tentar várias vezes pra conseguir assistir. Achei muito lento, e os personagens não prenderam meu interesse.

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Acho que termino por aqui minhas Primeiras Impressões dessa temporada. A princípio pensei que seria uma temporada fraca, mas acabei tendo várias boas surpresas. Acho que os que mais se destacaram pra mim, em termos de primeiro episódio apenas, foram Zankyou no Terror, Barakamon e Tokyo Ghoul.

Se surgir mais alguma coisa eu faço um adendo.

domingo, 6 de julho de 2014

Temporada Verão 2014 - Primeiras Impressões pt1



Começou a nova temporada de animes lá no Japão; uma temporada com a segunda temporada do excepcional Space Dandy, mas poucas estreias promissoras. Vamos esperar que haja ao menos uma ou duas boas surpresas nos aguardando.

Obs: Para o guia completo da temporada, checar o sempre excelente post do Gyabbo.

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Shirogane no Ishi Argevollen


Gêneros: Mecha, Ação
Fonte: Original
Estúdio: Xebec

Em um mundo onde os países Alanda e Ingermia estão em guerra há um longo período, o soldado Tokimune salva uma garota chamada Jamie do ataque das forças inimigas; agora, para conseguir sobreviver, ele passa a lutar usando o Argevollen, um nova arma de guerra.


Os aspectos técnicos não trazem nada de novo ou surpreendente - são até bastante genéricos -  mas funcionam dentro do gênero. O uso de CGI para fazer os mechas - o que dá margem para animações horríveis - neste caso é até sutil e bem encaixado. Peca, no entanto, pela lentidão das cenas de ação e pela incapacidade de representar o peso dos robôs.

A trama é genérica, mas não tenta se supervalorizar e não perde tempo com narração expositiva, o que é positivo. Os personagens ainda não foram decentemente apresentados e parecem bastante clichê, inclusive na aparência. Um pecado especial é a quantidade inexplicável de garotas "fofinhas" em meio às forças armadas. Fica um salve positivo por tirar parte do foco do combate em si e mostrar um pouco do dia-a-dia dos soldados em uma situação de guerra.

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Rail Wars



Gêneros: Ação, Romance, Shounen

Fonte: Light Novel

Estúdio: Passione

A história do “sonho do entretenimento ferroviário paradisíaco” é ambientado em um mundo paralelo onde o Japão não privatizou suas as ferrovias nacionais. Naohito Takayama é um garoto comum do ensino médio que sonha com um futuro confortável trabalhando para as Ferrovias Nacionais do Japão. Ele é contratado como estagiário na Força de Segurança, cheia de pessoas estranhas, como Sakurai, um encrenqueiro que odeia homens. Além disso, um grupo extremista chamado “RJ” planeja privatizar as estradas de ferro nacionais japonesas.


Bonito e bem animado, embora sem nada que impressione ou encha os olhos. A trilha sonora é básica, mas tem alguns toques de jazz que quebram a monotonia e contribuem bastante para o clima leve do anime.

A trama é curiosa, e avança neste primeiro episódio em um ritmo muito rápido, mas que ainda funciona. Resta saber qual será o comprimento da série e se este ritmo se manterá; é provável que não. Os personagens ainda não foram desenvolvidos e parecem bem clichê, mas têm algum carisma. Acho que vale assistir mais um ou dois episódios pra ver no que vai dar.

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Tokyo Ghoul


Gêneros: Sobrenatural, Psicológico, Seinen
Fonte: Manga
Estúdio: Studio Pierrot

O suspense de horror se passa em uma Tóquio assombrada pelos misteriosos “fantasmas” que estão devorando seres humanos. As pessoas estão tomadas pelo medo destes fantasmas cujas identidades são mascaradas em mistério. Um estudante universitário comum chamado Kaneki encontra Rize, uma menina que é uma ávida leitora como ele. Ele não percebe que seu destino irá mudar durante essa noite.


Confesso que esperava apenas mais um destes animes sombrios, gráficos e insanamente violentos que fazem sucesso entre pré-adolescentes revoltadinhos. Fui surpreendido por uma trama muito bem construída, que promete embarcar de forma bastante dramática no psicológico e moralidade do protagonista. A apresentação do universo foi minimalista e elegante, mas quase escorregou na cena final e se tornou desnecessariamente expositiva.

O conjunto técnico (estética, animação, trilha sonora...) foi impecável. O destaque fica para os cenários bem construídos e bem aproveitados e, acima de tudo, à direção de Shuhei Morita. A montagem das cenas foi muito bem feita, acelerando ou desacelerando o ritmo de acordo com o que a trama pedia. Primeira boa surpresa da temporada.

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Aldnoah Zero



Gêneros: Ação, Mecha, Ficção Científica
Fonte: Original
Estúdio: A-1 Pictures

Em 1972, uma hipervia foi descoberta na superfície da lua e a humanidade começou a migrar para Marte, estabelecendo-se por lá. No entanto, eventualmente, as sementes da guerra foram semeadas.


O anime tem mais personalidade do que sua sinopse genérica faz parecer. Nos quesitos técnicos, o destaque fica para a trilha sonora, muito bem orquestrada e que constrói muito bem os momentos de tensão da penúltima sequência. Lembra um pouco a trilha de Pacific Rim. Apesar disso, os acorde principais de um dos temas parece um rip-off do tema principal de Kill la Kill, Don't Lose Your Way.

A montagem e direção (de Ei Aoki) é muito bem executada - ele alterna entre diversos núcleos de personagens ao invés de seguir uma linha única, dando um sabor especial ao anime e conseguindo estabelecer o universo sem apelar muito para as exposições. Ainda é cedo para falar dos personagens, mas essa série pode ser uma boa promessa.

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Akame ga Kill


Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia
Fonte: Manga
Estúdio: White Fox

Em um mundo de fantasia, o lutador Tatsumi parte para Capitol com o intuito de ganhar dinheiro para a sua aldeia que está morrendo de fome, mas acaba encontrando um mundo de corrupção inimaginável, tudo se espalhando a partir do depravado primeiro-ministro. Depois de quase se tornar uma vítima desta próprio corrupção, Tatsumi é recrutado pelo Raid Night, um grupo de assassinos dedicados a eliminar a corrupção que assola Capitol.


O anime promete ser apenas mais um battle shonen genérico, com aquele enredo clichê de protagonista guerreiro que sai de sua vila no interior para ir à cidade grande. E é exatamente isso que ele entrega.

Ao menos até a sequência final, quando as coisas mudam de figura e o potencial da série sobe imensamente. Não vou dizer mais nada, pra não estragar a experiência, mas vale a pena assistir este primeiro episódio.

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Gekkan Shoujo Nozaki-kun


Gêneros: Comédia, Romance, Escolar, Shoujo
Fonte: Manga
Estúdio: Dogakobo

É uma comédia romântica que começa quando a estudante do ensino médio, Sakura Chiyo, confessa seus sentimentos para seu colega Nozaki. Devido a um mal-entendido, Nozaki pensa que Sakura é apenas uma fã de seu trabalho como mangaka de shoujo.


Toda temporada eu escolho um shoujo bonitinho para assistir junto com a minha namorada, e esse tem tudo pra ser o escolhido da vez. A dinâmica entre os eventos românticos que o protagonista masculino representa em seu mangá e a falta de romantismo em sua vida real dá o tom humorístico, junto com as "reações internas" da protagonista feminina (bem utilizadas, lembrando Nisekoi). Está, aliás, é bastante carismática, característica imprescindível neste tipo de anime. Já a falta de carisma do protagonista masculino é intencional e serve a propósitos narrativos, por isso não incomoda.

Os aspectos técnicos funcionam muito bem, mas também não inovam. A música de abertura é especialmente boa, minha favorita da temporada até agora. Saldo final: altamente recomendável pra quem gosta do gênero.

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Vou encerrar por aqui este post, mas haverá mais um, talvez até dois. É, esta temporada não está se saindo mal, mas ainda falta algo que exploda minha cabeça, um Space Dandy da vida. Quem sabe no próximo lote?

Parte 2 aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Temporada Primavera 2014 - Primeiras Impressões PT2



Continuação desse post aqui.

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Mangaka to Assistant-san to


Comédia, Ecchi, Seinen, Slice of Life

A vida do mangaka Aito Yuuki e sua assistente Ashisu Sahoto. Aito não consegue entender os sentimentos dos personagens em suas histórias. Então, ele pede para Ashisu ajudá-lo. Ashisu faria tudo pelo trabalho. Ela até o deixaria tocar em seus seios para que ele soubesse como é a sensação? Podemos entendê-los? Essa é a comédia sobre a vida de um mangaká.


Um formato interessante, de historinhas cômicas curtas (cerca de três minutos) e emoções superlativas. O importante neste tipo de formato é ritmo, o que ManAshi faz bem. Suas piadas até funcionam, mas estão restritas às temáticas de ecchi e pantsu (calcinhas); quem não gosta desse gênero não tem qualquer motivo para assistir ManAshi.

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Isshuukan Friends


Comédia, Escolar

A história gira em torno de Yuki, um garoto que quer se tornar amigo de sua colega e vizinha de mesa Kaori. No entanto, ela declina suavemente sua amizade dizendo: “Mas, as memórias de minhas amizades desaparecem em uma semana…” Mesmo assim, Yuki quer tornar-se seu amigo e assim os dois se tornam amigos a cada semana.


Um drama leve e pouco pretensioso, mas que consegue cumprir a proposta de comover. Impecável no quesito técnico, com um ritmo lento, interpretações comedidas, trilha sonora suave e uma arte que acompanha tudo muito bem, com traços simples e cores claras.

A escolha de focar em poucos personagens (são apresentados apenas três no primeiro episódio, sendo dois protagonistas e um coadjuvante) funcionou, pois os três são carismáticos e "convencem". Grandes expectativas.

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Atelier Escha & Logy - Alchemists of the Dusk Sky


Fantasia


Este mundo passou por muitos Crepúsculos e está se aproximando lentamente de seu fim. Dentro deste mundo , nos confins ocidentais da “Terra do Crepúsculo” houve uma nação que prosperou graças ao uso da alquimia. Lá, a fim de sobreviver à eventual chegada do “Fim Crepuscular” o povo dedicou seus esforços para redescobrir e recriar tecnologias alquímicas perdidas e impedir o fim crepuscular. Os heróis da história são um jovem que pesquisou a alquimia na cidade conhecida como “Central”, o Logy, e uma garota que vive em uma pequena cidade na fronteira, a jovem Escha. Ambos são transferidos para o Departamento de Desenvolvimento. Os dois fazem uma promessa de usar a sua alquimia juntos e trazer sucesso para o Departamento.


O que mais chama atenção, ao menos por enquanto, nesse anime é o design do mundo, com uma bela pegada steampunk ou vitoriana. As vestimentas em especial são muito legais e dariam cosplays fantásticos (e muito difíceis de confeccionar). O resto dos quesitos técnicos também não fazem feio, embora não se destaquem.

Os personagens, por outro lado, deixam muito a desejar. A protagonista feminina (Escha) é o mais puro clichê de personagem fofinha-kawaii-moe-moe-me-ame-por-favor, do tipo que dá vontade de dar um tapa da cara a cada cinco minutos. Já o protagonista masculino (Logy) é o clichê do personagem fodão, sem um pingo de carisma. Quanto à trama, não foi possível observar nada no primeiro episódio.

Eu tinha esperanças por esse anime, mas me decepcionei.

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Kenzen Robo Daimidaler


Ação, Comédia, Ficção Científica, Mecha

A comédia gira em torno de um garoto do ensino médio chamado Kouichi Madanbashi que tem partículas Hi-ERO, a fonte de energia para fazer funcionar a arma robótico Daimidaler. Com a ajuda de Kyouko Sonan da misteriosa organização “Príncipe do Salão de Beleza”, ele se levanta contra o Império do pinguim que preocupa a humanidade.


Robôs gigantes. Tiros. Explosões. Um delinquente colegial à moda antiga. E nudez. Se você gosta destas coisas, e quer vê-las todas misturadas de uma forma sem noção, esse é o seu anime!

Sejamos honestos: Kenzen Robo Daimidaler não é nenhum primor de trama ou profundidade. Mas é honesto e vai direto ao ponto. É engraçado. E os personagens, por mais dolorosamente rasos e clichê, ao menos são carismáticos.

Destaque para os grunts (capangas) inimigos: caras vestidos com roupas colantes de pinguim, com direito a um "rabo frontal". Mais galhofa, impossível. Outro destaque para a abertura e tema de batalha extremamente empolgante, no estilo das antigas aberturas de tokusatsu. Promete ser um dos melhores animes dessa temporada.

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Blade & Soul


Fantasia, Aventura

A paz de mil anos está chegando ao fim. O nascente Império do vento se esforça para derrubar o decadante Império Stratus e unir os quatro continentes em uma nova era de igualdade, ainda que uma igualdade imposta pelo poderio militar. Em meio a estes problemas e conflitos surgem os antigos Darksiders com o nefasto Jin Seoyeon como o prenúncio de sua volta… Com as pessoas lutando entre si pode não haver ninguém para se opor a seus planos do mal e salvar o mundo. Baseado no MMORPG coreano “Blade & Soul”.


O que esperar de um anime baseado em um MMORPG coreano? Eu te digo o que: trama batida, mundo genérico, personagens desinteressantes e toneladas de diálogos expositivos. E é exatamente isso o que ele entrega. Não consigo pensar em bons motivos para assistir isso.

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Sidonia no Kishi


Ação, Fantasia, Sobrenatural, Seinen

Mil anos se passaram desde que Gauna, uma raça alienígena com nenhum método conhecido de comunicação, destruiu o sistema solar. Uma parte da humanidade conseguiu escapar usando enormes “navios de sementes”, como a Sidonia, que lhes permitiram manter a população enquanto deriva pelo espaço. Nagate Tanikaze é um jovem que tem sido criado nas entranhas do navio. Quando ele entra em treinamento para pilotar as enormes armas robóticas conhecidas como Gardes, Nagate é encarregado de pilotar o aparelho lendário conhecido como Tsugumori. Nagate e seus companheiros pilotos colocam suas vidas em jogo contra os Gauna, na batalha final pela sobrevivência da humanidade!


É um anime ousado, a proposta é interessante e o mundo criado também. A animação em 3D é diferente e chamativa, mas acaba não funcionando muito bem em alguns momentos. A trama causa interesse com seu tom misterioso, mas o roteiro peca um pouco em ritmo, com as coisas acontecendo muito de repente.

Vale a pena conferir, no mínimo por ser algo bastante diferente do comum. Mas ainda é cedo pra dizer se será de fato um bom anime.

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Mekaku City Actors


Comédia, Ficção Científica, Romance

Shintaro Kisaragi – um HikiNEET que se fechou dentro de seu quarto por 2 anos tem vivido sua vida normalmente até que ele conhece uma garota cibernética chamada Ene, que apareceu na tela do computador quando alguém anonimamente enviou-lhe um misterioso e-mail há um ano. Um dia, Ene foi bagunça com o PC de Shintaro, obrigando-o a ir ao mundo exterior pela primeira vez em 2 anos.


Mais um que pode ser classificado como ousado. O visual é muito particular, principalmente no que se refere ao uso das cores. E a própria direção e estrutura narrativa são bem experimentais. Mas (pra mim ao menos) acabou perdendo um pouco a mão e se tornando cansativo, principalmente com uma personagem virtual tagarelando o episódio inteiro com uma voz muito aguda e irritante.